O procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, afirmou nesta quarta-feira (4) no Senado que a operação em que Osama bin Laden foi morto no Paquistão foi "completamente legal" e um "ato de legítima defesa nacional".
Ele ressaltou que o líder da rede terrorista Al Qaeda não fez qualquer tentativa de se render, embora estivessedesarmado.
- Se ele tivesse se rendido, tentado se render, acho que com certeza teríamos aceito, mas não houve qualquer indicação de que ele queria fazer isso, então a morte foi adequada.
Holder justificou o “ato legal” ao Comitê de Justiça do Senado citando a confissão feita por Bin Laden sobre seu envolvimento nos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA.
- Foi justificado como um ato de autodefesa nacional.
Holder também afirmou que a operação foi "consistente com nossos valores". Ele estava sendo sabatinado em função das informações que ele mesmo deu sobre o fato de Bin Laden estar desarmado quando foi morto por comandos americanos.
ONU pede explicações sobre morte de Bin Laden
Mais cedo, a alta comissária da ONU (Organização das Nações Unidas) para os direitos humanos, Navi Pillay, pediu detalhes sobre a operação americana e enfatizou que ela deveria respeitar o direito internacional.
- Era uma operação complexa, mas seria útil conhecer com precisão os detalhes em torno da morte.
Navi diz acreditar que a intenção dos EUA era prender, e não executar Bin Laden, mas compreende que “isso teria sido difícil”.
- Tomo nota de que os Estados Unidos indicaram claramente que, se pudessem, sua intenção era deter Bin Laden [e] compreendo plenamente que isso teria sido difícil.
A alta comissária da ONU disse ainda que o líder da Al Qaeda morto por 79 homens das forças especiais havia assumido a plena responsabilidade de seus atos, incluindo matanças que podem ser classificadas como crimes contra a humanidade.
Operação desperta críticas sobre conduta americana
A informação de que Bin Laden foi morto desarmado despertou temores de que os EUA possam ter ido longe demais ao agir como policial, juiz e carrasco do homem mais procurado do mundo.
Os questionamentos aumentaram ainda mais depois que Leon Panetta, diretor da CIA (agência de inteligência americana), admitiu que alguns presos foram vítimas de “afogamento simulado” para que pudessem extrair informações sobre o terrorista.
Mas para vários líderes muçulmanos, a questão mais perturbadora é se o sepultamento do líder da Al Qaeda no mar foi contrário à prática islâmica.
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